quinta-feira, 6 de setembro de 2007


Amarga Despedida!

Fui abandonada,
Em pleno frio da madrugada.
Passando a vergonhosa cena,
De por teu nome gritar,
dando-me ao luxo de agoniadamente chorar.

Confundiste-me da cabeça aos pés
Embaralhaste minha razão,
Brincaste com um coração ,
Que se afundo entre porcos.

Lembro-me seu olhar,
Frio distante,
Tomando-me o prumo.
Não esqueço seu sorriso,
Doce balanço,
Dando-me um rumo.

Num momento me destes a alegria,
Que me levava a agir como uma palhaça de circo.
Bruscamente roubaste minha ridiculeza,
Fazendo-me num abismo sem fundo cair.

Depressão,
Angustia,
Solidão...
Qual devo optar?
Não, melhor juntos andar.
Separa-las seria voltar ,
Na Alegria,
Abundância,
Idolatria...
Sentimentos que apaguei de mim.

Por que fiquei assim?
Em profundo abandono?
Por que não velou meu sono?
Por que te quis só pra mim?

Encontrar-me-ei ao teu lado,
Num doce embargo.
Desface-le-ei nos teus braços,
Tão doído , apertado.

Parecia ser tão vil,
o forgor vindo dos olhos meus.
Procurando ser gentil,
Cai nos encantos seus.

Agora da batalha,
Saio
-Derrotada-
Deprimo tudo que digo,
E vivo tão estraçalhada,
Que perco a fala,
Vendo você partir...